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BRB aposta em acordo entre Lula e Celina Leão para liberar empréstimo bilionário sem uso de bens públicos

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O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou acreditar em um entendimento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), para viabilizar o aval do Tesouro Nacional em uma operação bilionária destinada ao banco estatal.

Segundo o dirigente, a expectativa é que o governo federal autorize uma linha de crédito por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou por um consórcio de instituições financeiras, o que dispensaria a utilização de bens públicos do Distrito Federal como garantia da operação.

“O GDF nunca deu calote e não será agora que dará”, declarou Nelson Antônio de Souza, ao defender a solidez fiscal do governo distrital e a importância estratégica do BRB no sistema financeiro regional.

O banco precisa concluir até 29 de maio um aporte de capital considerado essencial para fortalecer sua estrutura financeira e ampliar capacidade operacional. Na última semana, a assembleia geral de acionistas aprovou aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões.

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O pedido principal envolve um empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito no fim de março. Como ainda não houve autorização formal do Tesouro, alternativas começaram a ser analisadas entre BRB e Governo do Distrito Federal. Entre elas, estão a oferta de imóveis públicos, ações de estatais e até a negociação da dívida ativa local, estimada em cerca de R$ 12 bilhões.

A dívida ativa reúne valores devidos por pessoas físicas e jurídicas ao poder público, incluindo impostos atrasados, multas administrativas e outros débitos tributários. Em muitos casos, esses ativos podem ser utilizados em operações financeiras para captação de recursos.

Outro fator que favoreceu o avanço das negociações foi a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que derrubou uma liminar impedindo o uso de bens móveis e imóveis públicos como reforço patrimonial do banco. A medida abriu espaço jurídico para novas estratégias financeiras.

A fala do presidente do BRB também indica tentativa de separar o debate técnico do cenário político. Segundo ele, os interesses econômicos e sociais ligados ao banco deveriam prevalecer sobre disputas partidárias, já que a instituição tem papel relevante no crédito, habitação, programas públicos e financiamento regional.

Nos bastidores, a expectativa é de que as próximas semanas sejam decisivas para a definição da operação, considerada estratégica tanto para o BRB quanto para o Distrito Federal.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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