O empresário Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, afirmou que parte do aumento de custos provocado por mudanças na legislação trabalhista deverá ser repassada ao consumidor final.
Segundo ele, o setor de bares e restaurantes já opera com margens apertadas e enfrenta pressão de custos com insumos, energia elétrica, aluguel e folha de pagamento. Com eventuais novas exigências trabalhistas, o impacto direto sobre a estrutura de despesas pode tornar inevitável o reajuste de preços.
Pressão sobre o setor
O segmento de alimentação fora do lar é um dos que mais emprega no país, sendo altamente dependente de mão de obra. Qualquer alteração que eleve encargos trabalhistas ou aumente obrigações acessórias tende a refletir na formação do preço final.
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Solmucci destacou que, embora o setor busque ganhos de eficiência e redução de desperdícios, nem sempre é possível absorver integralmente novos custos sem comprometer a sustentabilidade dos negócios.
Impacto para o consumidor
Especialistas avaliam que o repasse, quando ocorre, costuma ser gradual e distribuído no cardápio, afetando principalmente produtos de maior demanda. O cenário econômico, o poder de compra da população e a concorrência local também influenciam o percentual de reajuste.
A Abrasel tem defendido diálogo com o governo e o Congresso para evitar medidas que ampliem a carga sobre empresas que ainda se recuperam de períodos de retração econômica.