A frota de aeronaves pertencente à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) está avaliada em aproximadamente R$ 178 milhões, segundo registros aeronáuticos e informações patrimoniais. O conjunto é composto por três jatinhos executivos e dois helicópteros, adquiridos ao longo dos últimos anos, evidenciando a estrutura financeira do grupo religioso fundado pelo bispo Edir Macedo.
O patrimônio aéreo voltou ao centro das atenções após o líder religioso passar a ser investigado no âmbito da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionado à gestão do Banco Digimais, instituição controlada por Macedo.
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Aeronaves de alto padrão
Entre os bens registrados em nome da Igreja Universal está um Bombardier BD-700-1A10, um dos modelos mais sofisticados da aviação executiva mundial. O jato de grande porte possui autonomia para voos intercontinentais e foi importado dos Estados Unidos por aproximadamente R$ 75,6 milhões.
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Além desse avião, a frota inclui outros dois jatinhos executivos e dois helicópteros utilizados para deslocamentos institucionais. Os registros também indicam que a entidade possui duas reservas de marcas aeronáuticas, procedimento realizado antes do registro oficial de novas aeronaves, o que pode indicar a ampliação da frota no futuro.
Operação investiga supostas fraudes financeiras
A Operação Miragem foi lançada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo operações financeiras e a administração do Banco Digimais.
Por determinação da Justiça Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, autorizadas quebras de sigilos bancário e fiscal dos investigados e determinado o bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.
De acordo com a Polícia Federal, Edir Macedo não foi alvo dos mandados de busca e apreensão porque reside atualmente no exterior. Apesar disso, seu nome integra o conjunto de pessoas investigadas no inquérito.
Patrimônio e repercussão
A dimensão da frota reforça o elevado patrimônio administrado pela Igreja Universal e pelas empresas ligadas ao seu fundador. A aquisição de aeronaves de alto padrão é legal e, por si só, não constitui irregularidade. Entretanto, os bens ganham relevância no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal, especialmente diante das medidas judiciais de bloqueio patrimonial determinadas durante a operação.
Até o momento, a investigação permanece em andamento e não há condenação judicial. Os fatos seguem sob apuração, respeitando-se o direito ao contraditório e à ampla defesa dos envolvidos.