O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (14) com ritmo lento nas negociações e sem pressão significativa de compra ou venda, segundo dados do Cepea. O indicador fechou cotado a R$ 344,60 por arroba, registrando queda diária de 0,40% e recuo acumulado de 2,78% no mês.
Analistas do setor apontam que o cenário atual é marcado por equilíbrio entre oferta e demanda, mas com tendência de pressão negativa em algumas regiões devido ao aumento da disponibilidade de animais para abate, especialmente fêmeas.
Em Mato Grosso do Sul, o mercado segue abastecido, com negociações da arroba variando entre R$ 335 e R$ 345. A oferta confortável tem reduzido o ímpeto dos frigoríficos por novas compras agressivas.
Já em Mato Grosso, a maior presença de vacas e novilhas disponíveis para abate vem pressionando os preços do boi gordo. No estado, as cotações oscilam entre R$ 340 e R$ 350 por arroba, dependendo da região, qualidade do lote e padrão do animal negociado.
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Especialistas explicam que o aumento da oferta de fêmeas normalmente ocorre em períodos de ajuste de rebanho, o que amplia temporariamente a disponibilidade de carne bovina no mercado interno e contribui para conter os preços.
Além da oferta elevada, o consumo doméstico ainda considerado moderado também influencia o comportamento do mercado. Frigoríficos seguem atuando com escalas de abate relativamente confortáveis, reduzindo a necessidade de disputa mais forte por animais terminados.
Mesmo com a pressão recente, representantes do agronegócio acompanham com atenção o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, principalmente para mercados asiáticos. A demanda internacional continua sendo um dos principais fatores de sustentação do setor pecuário brasileiro.
Analistas avaliam que o comportamento do mercado nas próximas semanas dependerá do ritmo das exportações, das condições climáticas nas regiões produtoras e da capacidade de recuperação do consumo interno.