O avanço acelerado da inteligência artificial e a multiplicação de dispositivos conectados estão mudando a forma como empresas encaram segurança digital e gestão de tecnologia. O que antes era tratado apenas como uma função operacional passou a ocupar posição estratégica dentro das companhias, especialmente diante do crescimento das ameaças cibernéticas e do trabalho descentralizado.
Durante o Urmobo Partner Meeting 2026, executivos e especialistas reforçaram o alerta sobre os riscos do uso não controlado de ferramentas de IA dentro do ambiente corporativo. O encontro reuniu empresas como XP Inc., Google e Gartner para discutir segurança digital, governança tecnológica e gerenciamento de endpoints.
Segundo os especialistas presentes no evento, os endpoints — dispositivos como notebooks, celulares, tablets e computadores conectados às redes corporativas — passaram a representar a nova fronteira da segurança digital. Isso porque o aumento do trabalho remoto, da mobilidade e da integração de soluções baseadas em inteligência artificial ampliou significativamente a superfície de exposição das empresas a ataques cibernéticos.
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A avaliação do setor é de que o uso de IA sem monitoramento adequado pode facilitar vazamentos de dados, acesso indevido a informações estratégicas e falhas de conformidade. Ferramentas generativas utilizadas sem políticas claras também podem criar brechas para golpes digitais, engenharia social e compartilhamento acidental de dados sensíveis.
Nesse cenário, cresce a demanda por plataformas de gerenciamento unificado de dispositivos e políticas centralizadas de segurança. A Urmobo destacou, durante o evento, o avanço do ODIN, agente de inteligência artificial com foco em análise preditiva e automação de segurança corporativa.
A empresa opera atualmente com mais de 120 parceiros na América Latina e iniciou expansão para os Estados Unidos, apostando no crescimento da necessidade de controle digital em meio a um ambiente econômico marcado por juros elevados e busca por eficiência operacional.
Especialistas afirmam que a tendência é que empresas invistam cada vez mais em monitoramento contínuo, autenticação avançada, gestão remota de dispositivos e políticas de uso responsável de inteligência artificial. O objetivo é reduzir riscos operacionais e proteger dados estratégicos em um ambiente corporativo cada vez mais conectado e descentralizado.
O tema ganhou ainda mais relevância após o aumento global de ataques cibernéticos envolvendo roubo de credenciais, sequestro de dados e exploração de vulnerabilidades em dispositivos pessoais utilizados para fins profissionais.