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CentroesteNews

30/12/2025

 

Mato Grosso registrou em 2025 uma das maiores reduções recentes no número de queimadas, especialmente no período mais crítico do ano. Agosto, tradicionalmente marcado pela seca intensa e pelo avanço do fogo, apresentou uma retração expressiva: os focos de calor caíram de mais de 14 mil em 2024 para pouco mais de 2,3 mil neste ano, uma redução de cerca de 84%.

O resultado marca uma mudança significativa em relação ao ano anterior, quando o estado figurava entre os mais atingidos do país por incêndios florestais.

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Levantamento do Instituto Centro de Vida (ICV) aponta que, entre janeiro e agosto de 2025, aproximadamente 859,5 mil hectares foram atingidos pelo fogo em Mato Grosso. O número representa uma queda de 71% em comparação ao mesmo período de 2024, quando mais de 3 milhões de hectares haviam sido devastados.

Naquele cenário, o estado chegou a liderar o ranking nacional de área queimada. Em 2025, apesar de oscilações pontuais ao longo do ano, Mato Grosso encerra dezembro na sexta colocação entre os estados com mais focos detectados por satélite, segundo o Programa Queimadas do Inpe.

Os dados mostram que o primeiro semestre de 2025 já havia sinalizado um avanço positivo, com o menor número de queimadas desde 2019 no intervalo entre janeiro e junho. Após o pico registrado em agosto, os índices passaram a cair de forma contínua.

Em novembro, por exemplo, foram identificados 275 focos de calor, 160 a menos do que no mesmo mês de 2024. Ainda assim, o menor patamar histórico para novembro segue sendo o de 1998, quando o estado registrou apenas 182 ocorrências.

Na análise por biomas, o Pantanal foi o destaque positivo. A região concentrou menos de 1% do total de focos de queimadas registrados no estado ao longo do ano, reforçando um cenário de menor pressão ambiental em comparação com períodos recentes.

Especialistas do ICV avaliam que a melhora geral está diretamente relacionada às condições climáticas mais favoráveis em 2025, com temperaturas menos extremas e maior volume de chuvas, fatores que reduzem a propagação do fogo.

Até o fim de agosto, os municípios com maior área atingida pelas queimadas foram Colniza, Campinápolis, Paranatinga, Nova Nazaré, Tangará da Serra e Nova Maringá, concentrando parte significativa das áreas queimadas no estado.

A redução em Mato Grosso acompanha uma tendência observada em todo o país. Segundo o Inpe, o Brasil registrou em agosto de 2025 o menor número de focos de calor desde 1998, com pouco mais de 18 mil ocorrências, uma queda de 61% em relação à média histórica do mês.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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