CentroesteNews
09/01/2026
O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), afirmou ter sido alvo de uma proposta milionária para produzir conteúdos nas redes sociais com o objetivo de defender o Banco Master e descredibilizar o Banco Central (BC), órgão que decretou a liquidação da instituição financeira no fim do ano passado. A denúncia foi feita em entrevista ao Estúdio I, da GloboNews.
Segundo o parlamentar, a abordagem partiu de uma agência de marketing digital, inicialmente pelas redes sociais e, depois, por WhatsApp, por meio de um assessor. Ele relata que recebeu roteiros prontos e modelos de vídeos já gravados por outros influenciadores, indicando exatamente o discurso que deveria adotar.
“Eles queriam que fizessem vídeo no sentido de descredibilizar o Banco Central para dar a entender que a liquidação do Banco Master foi feita com certa celeridade. Me mandaram, inclusive, alguns modelos de vídeos que já tinham sido feitos por outros influenciadores”, afirmou.
Questionado se o nome de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, teria sido apresentado como interessado na ação, Rony respondeu que sim, de forma clara. “Tratava-se do caso do Banco Master, de interesse de Daniel Vorcaro”, declarou, acrescentando que tem tudo registrado.
O vereador contou ainda que houve uma reunião por aplicativo de vídeo, na qual o representante da agência teria explicado que se tratava de um reposicionamento de imagem envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. O contrato proposto, segundo ele, previa cláusula de confidencialidade com multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento.
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Com 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais, Rony Gabriel se apresenta como pré-candidato a deputado federal. Em um vídeo publicado no Instagram, ele relata que o primeiro contato ocorreu em 20 de dezembro de 2025, quando a agência informou que fazia “gerenciamento de reputação para um grande executivo” e buscava influenciadores para esse trabalho.
Após a repercussão da denúncia, a Polícia Federal informou que deve abrir inquérito para apurar se influenciadores foram contratados para produzir conteúdos contra o Banco Central e a favor do Banco Master.
Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer participação em práticas de disseminação de desinformação contra o Banco Central. Os advogados também solicitaram a abertura de investigação para apurar o que classificam como fake news e crimes contra a honra.