CentroesteNews
21/08/2025
Conforme apuração da Polícia Federal, o juiz da comarca de Vila Rica, em Mato Grosso, teria recebido mais de R$ 6 milhões em vendas de sentenças. Ivan Lúcio Amarante está sendo indiciado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação ao criminosa em razão de condutas consideradas graves no desempenho de sua função.
O juiz já havia sido afastado de suas funções desde novembro de 2024, em decorrência das investigações. No decurso da apuração, ele ainda teve bens bloqueados e passaporte retido. Agora, espera-se a ação da Procuradoria Geral da República, após recebimento do relatório, para os próximos passos.
Apesar de negar qualquer envolvimento com a venda de sentenças em MT, tudo indica que já há um relatório de conclusão de investigação da PF sendo enviado ao STF. O documento registraria provas da atuação do juiz, em acordo com o lobista Andreson Gonçalves de Oliveira, “atuaram de forma articulada, com vínculo estável e divisão de tarefas, para viabilizar a prática dos crimes sob apuração.”- é o que diria o relatório.
Desde a instituição da Operação Sisamnes, pelo menos 7 juízes e Desembargadores, nos estados de Mato Grosso e Tocantins, já foram investigados ou alvos de alguma movimentação relacionada ao caso. Essa, na verdade, é uma prática não tão incomum em todo o país, visto que outras várias Operações já foram conduzidas em regiões e por razões diversas.
Entre as ações mais expressivas está a Operação Caneta Azul, que investiga a venda de decisões por um desembargador, A Operação Faroeste que, na Bahia, apura vendas de sentenças e grilagem de terras e Maximus, cuja investigação se estabelece no Tocantins, para responsabilizar juízes e desembargadores por possível corrupção, lavagem de dinheiro e vendas de sentenças.