CentroesteNews
01/12/2025
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Dias antes de Gerson de Melo Machado (popularmente conhecido como Vaqueirinho) invadir o recinto de felinos no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, e ser brutalmente atacado por uma leoa, um alerta havia sido feito: ele não tinha condições mentais de circular sem supervisão.
A informação foi confirmada por Edmilson Alves, diretor do presídio onde Vaqueirinho esteve detido anteriormente. Segundo ele, o homem apresentava histórico de transtornos mentais, comportamento imprevisível e ausência total de apoio familiar. “Ele vivia isolado, sem referência e com ideias fixas, especialmente a de domar leões”, afirmou o diretor.
Relatos de funcionários e pessoas que conviviam com ele apontam que Vaqueirinho falava frequentemente sobre seu desejo de “entrar na jaula e mostrar que o leão respeitava homem de verdade”. A ausência de acompanhamento psicológico adequado após sua saída do presídio teria agravado seu quadro.
No dia do incidente, Gerson escalou barreiras de proteção e entrou na área restrita dos animais. Câmeras de segurança registraram a invasão e o momento em que a leoa o ataca com violência, gerando pânico no zoológico e repercussão nacional. Ele foi socorrido, levado ao hospital em estado grave e permanece internado.
A tragédia reacendeu debates sobre:
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falhas de segurança no parque;
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ausência de vigilância contínua em áreas de risco;
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protocolos insuficientes para evitar invasões;
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fragilidade na rede de apoio e tratamento para pessoas com transtornos mentais.
Especialistas em bem-estar animal e saúde mental afirmam que o caso expõe um problema duplo: vulnerabilidade humana e risco para os animais, que podem ser sacrificados em eventos de ataque, apesar de apenas reagirem ao instinto.
A direção do Parque Zoobotânico determinou o fechamento temporário do local. Uma investigação apura responsabilidades, revisará protocolos e avaliará possíveis omissões de segurança que permitiram o acesso ao recinto.