CentroesteNews
07/01/2026
A Federação Progressista, composta pelo União Brasil e pelo Partido Progressistas (PP), decidiu não aderir à aliança política articulada pelo grupo ligado ao bolsonarismo, em especial pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro. O movimento confirma o distanciamento do chamado centrão em relação ao campo bolsonarista e sinaliza uma reconfiguração estratégica relevante no cenário político nacional.
Segundo interlocutores das duas siglas, a federação concluiu que a parceria não atenderia aos interesses eleitorais e institucionais do bloco. Após rodadas de conversas internas e análise do ambiente político, prevaleceu a avaliação de que seguir alinhado à família Bolsonaro representaria mais riscos do que ganhos no atual momento.
Em paralelo, a Federação Progressista avançou nas tratativas para retornar oficialmente à base de apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As negociações incluem a indicação de ministros e dirigentes para órgãos estratégicos da administração federal, reforçando o perfil pragmático que historicamente marca a atuação do centrão no Congresso Nacional. Fontes próximas às conversas indicam que os acordos estão em estágio avançado e podem ser formalizados nos próximos meses.
O movimento fortalece o governo Lula no Legislativo, ampliando sua margem de governabilidade, ao mesmo tempo em que evidencia as dificuldades do bolsonarismo em consolidar alianças robustas para o próximo ciclo eleitoral. A perda de apoio do centrão fragiliza a capacidade do grupo de estruturar uma frente competitiva nacionalmente.
Em Mato Grosso, a decisão gera impactos diretos na montagem das alianças para as eleições de 2026. O governador Mauro Mendes (União Brasil) passa a enfrentar um cenário delicado: aliado eleitoral do bolsonarismo e crítico recorrente do presidente Lula, Mendes agora se vê pressionado pela mudança de rumo da federação que comanda seu partido em âmbito nacional. A redefinição pode influenciar tanto sua estratégia para a disputa ao Senado quanto o reposicionamento político no estado.




