O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais encontrou na madrugada desta sexta-feira a última vítima do desabamento ocorrido em um asilo em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Com a retirada do corpo, o número total de mortos chegou a 12 pessoas.
A última vítima localizada era uma idosa de 77 anos, retirada dos escombros pouco antes das 7h. As buscas haviam começado por volta de 1h30 do dia anterior e mobilizaram equipes de resgate por mais de 30 horas ininterruptas.
Após a localização da vítima, os bombeiros confirmaram o encerramento das operações de busca e salvamento no local.
Operação de resgate mobilizou equipes por mais de um dia
Durante toda a operação, militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais trabalharam com o apoio de cães farejadores, equipamentos de escavação e ferramentas específicas para retirada segura dos escombros.
A prioridade das equipes foi localizar possíveis sobreviventes entre os destroços, tarefa dificultada pelo colapso estrutural do prédio e pelo volume de materiais acumulados no local.
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Investigação vai apurar causas do desabamento
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que irá abrir investigação para determinar as causas do desabamento. Uma perícia técnica será realizada para avaliar as condições estruturais do imóvel e identificar possíveis responsabilidades.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento válido no momento do acidente.
Já o Corpo de Bombeiros informou que o prédio possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e estava classificado como risco III, categoria aplicada a edificações que exigem medidas específicas de segurança contra incêndio e pânico.
Questões sobre fiscalização
A diferença entre a situação do alvará municipal e a existência do AVCB deve ser analisada durante a investigação. Autoridades pretendem verificar se o local atendia às exigências estruturais e administrativas necessárias para o funcionamento de um estabelecimento que abriga idosos.
Especialistas em segurança predial destacam que instituições desse tipo exigem fiscalização rigorosa, já que abrigam pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
O caso provocou forte comoção em Belo Horizonte e reacendeu o debate sobre condições de funcionamento e fiscalização de instituições de longa permanência para idosos no país.