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Trump ameaça taxar países que enviam petróleo a Cuba e ilha pode enfrentar colapso energético

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A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais a países que forneçam petróleo a Cuba pode desencadear uma crise humanitária sem precedentes na ilha caribenha. A medida foi oficializada na quinta-feira (29/01), por meio de uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional em relação a Cuba, sob o argumento de que o país representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa americana.

A nova diretriz estabelece que nações que comercializem petróleo com Cuba poderão sofrer sanções tarifárias, ampliando a pressão econômica sobre o governo de Miguel Díaz-Canel. Na prática, a medida coloca em risco o já reduzido fluxo de combustível que mantém em funcionamento serviços essenciais na ilha.

Energia no limite

Cuba necessita de cerca de 110 mil barris de petróleo por dia para sustentar sua economia, mas produz aproximadamente 40 mil barris diários, o que a torna altamente dependente de importações.

Durante os anos de maior proximidade entre Hugo Chávez e Fidel Castro, a Venezuela chegou a fornecer cerca de 100 mil barris diários à ilha. Contudo, após a recente intervenção dos EUA no setor petrolífero venezuelano, Trump anunciou que não haverá mais remessas de petróleo do país sul-americano para Cuba.

Dados recentes indicam que, até agora em 2026, a ilha recebeu apenas um carregamento do México, equivalente a menos de 3 mil barris por dia — volume insuficiente para cobrir a demanda mínima. Estimativas apontam que o estoque atual de petróleo em Cuba pode durar apenas entre 15 e 20 dias.

A escassez já provoca apagões prolongados, paralisação parcial da indústria e dificuldades na distribuição de alimentos e medicamentos.

México no centro da tensão

Com o bloqueio venezuelano, o México tornou-se o principal fornecedor alternativo. Ao longo de 2025, o país enviou aproximadamente 12 mil barris diários à ilha. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que os envios têm caráter humanitário, com o objetivo de garantir o funcionamento de hospitais e serviços essenciais.

Sheinbaum alertou que a imposição de tarifas contra países que exportem petróleo para Cuba pode provocar uma crise humanitária de grandes proporções. Ao mesmo tempo, reconheceu que o México não deseja se expor a retaliações comerciais e determinou que seu chanceler dialogue com Washington para esclarecer o alcance da ordem executiva.

Segundo dados oficiais, as exportações para Cuba representam menos de 1% da produção total mexicana.

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Acusações e tensão diplomática

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu com duras críticas, acusando Trump de tentar “estrangular a economia cubana” e classificando a medida como uma escalada hostil. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que a ordem executiva representa “chantagem e coerção” contra países terceiros.

Por sua vez, Trump negou que esteja promovendo uma mudança de regime, embora tenha declarado que seria “benéfico” aos EUA se Cuba deixasse de ser governada por um regime autocrático. O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que Washington gostaria de ver transformações políticas na ilha, mas sem intervenção direta.

Economia à beira do colapso

Cuba enfrenta anos consecutivos de recessão, forte queda na produção industrial e agrícola, escassez de fertilizantes e combustível, além de dificuldades para pagar dívidas externas.

O turismo internacional, uma das principais fontes de divisas, registrou em 2025 o pior desempenho em mais de duas décadas, excluindo o período da pandemia. Paralelamente, há escassez crítica de medicamentos e aumento de surtos de dengue, zika e chikungunya.

O próprio governo cubano admite que o país atravessa um momento estruturalmente grave, resultado de dificuldades internas e do endurecimento do embargo externo.

Com a nova ameaça tarifária dos EUA, especialistas avaliam que Cuba pode enfrentar um colapso energético capaz de aprofundar ainda mais a crise social e econômica já instalada.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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