O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que solicitou à FIFA a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun, expulso durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia pela Copa do Mundo.
A declaração foi feita a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca e reacendeu o debate sobre a independência das decisões disciplinares da entidade máxima do futebol, especialmente após a punição do jogador ser parcialmente suspensa.
Trump diz que apenas pediu uma reavaliação
Ao comentar o episódio, Trump afirmou que não tentou interferir diretamente na decisão da FIFA, mas admitiu ter solicitado que o caso fosse reexaminado.
“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, não disse a eles o que devem fazer. Sim, eu pedi uma revisão à FIFA, falei com um homem altamente respeitado“, declarou o presidente norte-americano.
Segundo Trump, sua manifestação teve caráter de solicitação e não de determinação sobre a decisão disciplinar.
Críticas ao árbitro Raphael Claus
Durante a entrevista, Trump também fez críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão de Balogun.
Sem apresentar provas, o presidente afirmou considerar a decisão da arbitragem “suspeita” e sugeriu que o histórico do árbitro deveria ser analisado.
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“Não quero dizer isso porque não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar“, afirmou.
As declarações repercutiram internacionalmente, mas até o momento não há indicação oficial de irregularidade na atuação da arbitragem durante a partida.
Expulsão ocorreu contra a Bósnia
Folarin Balogun recebeu cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, em 1º de julho, após uma entrada considerada dura sobre o jogador **Tarik Muharemovic>.
Pelas regras adotadas na competição, a punição prevista era o cumprimento automático de um jogo de suspensão, normalmente sem possibilidade de recurso.
Posteriormente, porém, a FIFA anunciou a suspensão parcial da penalidade.
FIFA fundamentou decisão em seu Código Disciplinar
Ao comunicar a revisão da punição, a FIFA informou que utilizou como fundamento o artigo 27 de seu Código Disciplinar.
O dispositivo permite que a entidade suspenda total ou parcialmente determinadas sanções esportivas, desde que estejam presentes os requisitos previstos no regulamento.
A decisão abriu caminho para que Balogun pudesse voltar a ficar à disposição da seleção norte-americana antes do inicialmente previsto.
Relação entre Trump e Infantino volta ao debate
O episódio também trouxe novamente à discussão a relação próxima entre Donald Trump e o presidente da FIFA, **Gianni Infantino.
Nos últimos anos, ambos participaram de diversos eventos públicos e mantiveram diálogo frequente sobre temas ligados ao futebol internacional.
Em dezembro do ano passado, Infantino entregou a Trump um “Prêmio de Paz da FIFA”, iniciativa que ganhou repercussão após o presidente norte-americano declarar publicamente que acreditava merecer o Prêmio Nobel da Paz.
UEFA critica decisão
A flexibilização da punição gerou reações no futebol europeu.
A UEFA criticou a decisão da FIFA e classificou a medida como “inédita, incompreensível e injustificável”.
A entidade europeia demonstrou preocupação com o precedente criado pela revisão de uma suspensão que, tradicionalmente, seria cumprida automaticamente, aumentando a tensão institucional entre as duas organizações.