Centenas de pescadores profissionais de Mato Grosso começaram a receber os valores retroativos do seguro-defeso, benefício destinado aos trabalhadores que ficam temporariamente impedidos de exercer a atividade pesqueira durante o período de reprodução dos peixes. O pagamento encerra uma longa espera de famílias que dependem da pesca artesanal como principal fonte de renda.
O seguro-defeso é uma política pública criada para garantir proteção financeira aos pescadores durante a piracema, período em que a pesca é proibida para preservar as espécies e assegurar a reprodução natural dos peixes. Em Mato Grosso, milhares de trabalhadores são diretamente beneficiados pela medida todos os anos.
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Os valores retroativos foram liberados após tratativas entre representantes políticos, órgãos federais e entidades ligadas ao setor pesqueiro. Muitos beneficiários aguardavam a regularização dos pagamentos devido a processos administrativos e análises cadastrais que atrasaram a concessão do auxílio.
Nas comunidades ribeirinhas, a notícia foi recebida com alívio. Para diversas famílias, o benefício representa a possibilidade de colocar as contas em dia, investir na manutenção das embarcações, adquirir equipamentos de trabalho e garantir o sustento durante o período em que a atividade permanece suspensa por determinação ambiental.
Especialistas ressaltam que o seguro-defeso vai além do auxílio financeiro. O programa também contribui para a preservação dos recursos pesqueiros, permitindo que os estoques naturais sejam renovados e garantindo melhores condições para a pesca nos anos seguintes.
Apesar do avanço, representantes da categoria defendem maior agilidade na análise dos processos e a modernização dos sistemas de cadastramento, reduzindo o tempo de espera para futuros pagamentos.
O setor pesqueiro desempenha papel importante na economia de diversas cidades mato-grossenses, especialmente nas regiões banhadas pelos rios Paraguai, Cuiabá, Araguaia e Teles Pires, onde milhares de famílias dependem direta ou indiretamente da atividade.
Com a liberação dos recursos, a expectativa é de fortalecimento da economia local, uma vez que grande parte do dinheiro recebido é utilizada no comércio dos próprios municípios, movimentando mercados, lojas de equipamentos, postos de combustíveis e pequenos empreendimentos.