CentroesteNews
06/01/2026
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O salário mínimo na Venezuela atingiu um patamar simbólico, passando a valer o equivalente a R$ 2,34 por mês, conforme informações divulgadas pelo Banco Central da Venezuela (BCV). A queda ocorre em um contexto de hiperinflação persistente, colapso cambial e instabilidade política, agravada após a invasão dos Estados Unidos e a prisão de Nicolás Maduro.
Com a contínua desvalorização do bolívar frente ao dólar, o poder de compra dos trabalhadores venezuelanos praticamente desapareceu. Na prática, o salário mínimo deixou de cumprir sua função básica de garantir condições mínimas de subsistência, obrigando milhões de pessoas a recorrerem a bônus pagos pelo governo e a atividades no mercado informal para sobreviver.
Economistas apontam que a deterioração salarial é resultado direto da condução da política econômica nos últimos anos. As críticas se concentram na ausência de políticas monetárias consistentes, no enfraquecimento das instituições econômicas e na falta de um ambiente mínimo de previsibilidade para a reconstrução da economia.
O colapso do salário mínimo também evidencia o impacto social da crise venezuelana, que já provocou um dos maiores fluxos migratórios da história recente da América Latina. Sem renda suficiente e com serviços públicos fragilizados, parte significativa da população segue sem perspectivas de curto prazo para recuperação do padrão de vida.