CentroesteNews
12/01/2026
O regime islamista do Irã anunciou que dará início, na manhã desta quarta-feira, à execução de manifestantes presos durante recentes mobilizações contra o governo. Segundo informações divulgadas por fontes ligadas ao Judiciário iraniano, as penas capitais serão aplicadas por enforcamento, método previsto pela legislação do país, e algumas execuções poderão ocorrer em público, como forma de intimidação.
📲 Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)!
A decisão marca uma nova escalada da repressão estatal contra a dissidência e ocorre após julgamentos acelerados, frequentemente criticados por organizações internacionais de direitos humanos por falta de garantias legais, direito à ampla defesa e transparência processual. Ativistas denunciam que muitos dos acusados foram enquadrados em crimes vagos, como “inimizade contra Deus” ou “corrupção na Terra”, dispositivos legais usados historicamente para silenciar opositores.
O anúncio provocou repercussão imediata fora do país, com governos e entidades internacionais alertando para o risco de um ciclo de violência ainda maior. Nos últimos anos, o Irã já figurou entre os países com maior número de execuções no mundo, e a aplicação da pena de morte contra manifestantes tem sido vista como um instrumento político para conter protestos e restaurar o controle social pelo medo.
Internamente, o clima é de tensão. Familiares de presos relatam falta de informações oficiais, restrições a visitas e pressões psicológicas. Nas redes sociais, apesar da censura, multiplicam-se apelos por mobilização internacional e denúncias sobre possíveis novas listas de condenados.
Especialistas avaliam que a iniciativa do regime busca enviar um recado direto à população, desestimulando novas manifestações em um momento de crise econômica, isolamento diplomático e desgaste político. Ao mesmo tempo, a medida pode ampliar o isolamento do Irã no cenário global e intensificar sanções e condenações formais em organismos multilaterais.
Enquanto a quarta-feira se aproxima, cresce a apreensão de que as execuções anunciadas não sejam um episódio isolado, mas o início de uma ofensiva mais ampla contra opositores, aprofundando a já grave situação dos direitos humanos no país.




