Mato Grosso do Sul passou a ser administrado temporariamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Dorival Renato Pavan, após o afastamento simultâneo das três autoridades que o antecedem na linha de sucessão do governo estadual.
A substituição começou no domingo, 1º de novembro, e deverá continuar até sexta-feira, dia 6.
O governador Eduardo Riedel comunicou oficialmente à Assembleia Legislativa que estaria licenciado durante o período.
O vice-governador José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha, também está afastado temporariamente, assim como o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro.
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Diante da ausência dos três, a Constituição estadual determina que a responsabilidade pelo Executivo passe ao presidente do Tribunal de Justiça.
A situação chama atenção por ser pouco frequente na história administrativa de Mato Grosso do Sul.
Segundo o levantamento divulgado, esta é a quarta vez que um presidente do Judiciário estadual assume temporariamente o governo.
Dorival Renato Pavan informou que pretende preservar a continuidade das atividades administrativas, sem promover alterações nas políticas públicas ou interferir no planejamento orçamentário da gestão.
Para a população, a mudança não representa uma troca definitiva de governo nem altera o resultado das eleições.
Trata-se de um mecanismo constitucional criado para assegurar que o Estado continue funcionando quando as autoridades anteriores na sucessão estão impossibilitadas de exercer o cargo.
A expectativa é que Riedel e os demais integrantes da linha sucessória retomem suas funções no sábado, 7 de novembro.
Até lá, o governo deverá manter os serviços e os compromissos administrativos previstos.
O episódio também oferece uma oportunidade para compreender como funciona a sucessão constitucional e quais instituições são responsáveis pela continuidade do poder público.