Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --
Compartilhar

A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça, nesta terça-feira (17), a prisão do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, investigado pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos.

O caso aconteceu no bairro do Brás, região central de São Paulo, e inicialmente foi registrado como suicídio, mas passou a ser tratado como morte suspeita após contestação da família.

Laudo aponta inconsistências

Novos exames realizados após a exumação do corpo indicaram pontos que levantaram dúvidas sobre a versão inicial.

Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real 

(CLIQUE AQUI)!

centro oeste news 3

Segundo o laudo necroscópico:

  • havia lesões no rosto e no pescoço da vítima

  • existem indícios de que ela desmaiou antes do disparo

  • não houve sinais de defesa

Os peritos também identificaram marcas compatíveis com arranhões e pressão física, o que pode indicar agressão antes da morte.

Dinâmica do caso ainda é investigada

Outros elementos chamaram a atenção dos investigadores:

  • manchas de sangue em diferentes cômodos do apartamento

  • ausência de cartucho de bala no local

  • posição incomum da arma na mão da vítima

Além disso, o horário do disparo levantou dúvidas. Uma vizinha relatou ter ouvido um barulho por volta das 7h28, enquanto o primeiro contato do marido com o socorro ocorreu cerca de 30 minutos depois.

Contradições em depoimentos

Depoimentos de socorristas também apontam inconsistências:

  • o oficial afirmou que estava no banho, mas foi encontrado com o corpo seco

  • não havia sinais de água no local

  • testemunhas relataram ausência de desespero por parte do marido

Os bombeiros também destacaram que ele não apresentava marcas de sangue, o que indicaria que não tentou prestar socorro direto à vítima.

Outras suspeitas no caso

Outro ponto investigado é a ligação feita pelo tenente-coronel para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O magistrado esteve no local pouco tempo após o ocorrido, o que levantou questionamentos por parte da família da vítima.

Além disso, imagens mostram a entrada de policiais no apartamento horas depois, supostamente para limpeza do local, o que também será investigado.

Caso segue em andamento

O pedido de prisão teve aval do Ministério Público de São Paulo, mas até o momento a Justiça ainda não se pronunciou.

A defesa do tenente-coronel afirma que ele não é formalmente investigado nem indiciado e que tem colaborado com as autoridades.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da corregedoria da Polícia Militar, que aguardam novos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para esclarecer a dinâmica da morte.

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.