CentroesteNews
17/06/2025
O Pantanal, considerado o maior bioma alagado do mundo, vive uma das piores crises hídricas das últimas décadas. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) mostram que o Rio Paraguai atingiu o menor nível dos últimos 30 anos para o mês de junho, acendendo um alerta máximo para os riscos de queimadas e colapso ambiental na região.
Segundo especialistas, a combinação de estiagem prolongada, altas temperaturas e falta de chuvas vem reduzindo drasticamente os níveis dos rios, prejudicando a navegação, o turismo, a pesca e, principalmente, a fauna e flora pantaneiras.
O que está acontecendo:
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O volume de chuvas está abaixo da média histórica desde 2023.
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As vazões dos rios estão extremamente baixas, impactando espécies aquáticas e terrestres.
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A previsão para os próximos meses é de aumento dos focos de incêndio, colocando em risco reservas ambientais, propriedades rurais e comunidades ribeirinhas.
Autoridades ambientais estão em alerta:
O governo estadual e federal reforçaram equipes de brigadistas e equipamentos, além de manter a proibição do uso de fogo para manejo de áreas. A multa por descumprimento pode ultrapassar R$ 50 milhões, dependendo do dano causado.
Impacto ambiental:
Além da perda da biodiversidade, os incêndios e a seca afetam diretamente o equilíbrio climático, contribuindo para o aumento da emissão de gases poluentes e agravando as mudanças climáticas.
“Estamos caminhando para uma temporada crítica. Se não houver chuva significativa até agosto, podemos enfrentar incêndios ainda piores do que os registrados em 2020”, alerta o meteorologista Marcelo Schneider, do INMET.