A Polícia Civil de Mato Grosso avançou mais uma vez no combate ao crime organizado ao deflagrar, nesta segunda-feira (7), a Operação Coroa Quebrada, que mira a estrutura e o comando de uma facção atuante em Cáceres e cidades vizinhas. Entre os alvos está Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa”, apontada como liderança de uma das células da organização criminosa.
Segundo a Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), mesmo estando custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, Amanda continuava exercendo influência direta sobre o grupo criminoso. A investigação indica que ela mantinha comunicação constante com membros da facção e participava de decisões estratégicas ligadas ao tráfico de drogas e a outros delitos.
Mais Lidas
-
“Mais de R$ 200 milhões em jogo: veja quanto vale cada fase da Libertadores e Sul-Americana 2026”
-
“Direitos que muitos não conhecem: pacientes com câncer podem ter isenção de impostos, saque do FGTS e mais”
-
“Mercado automotivo acelera forte: vendas surpreendem e chegam perto de 270 mil veículos em março”
Atuação mesmo atrás das grades
De acordo com a Polícia Civil, Amanda controlava parte das atividades do grupo em Cáceres, definindo funções de integrantes, negociando ações ligadas ao tráfico e interferindo na disciplina interna da organização. Informações apuradas pela Draco apontam que ela também transmitia ordens consideradas de alto impacto para a facção.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
Embora estivesse presa, a suspeita teria encontrado meios de continuar conectada à rede criminosa, algo que reforçou a necessidade de uma operação estruturada para quebrar a cadeia de comando, interromper fluxos financeiros e neutralizar a articulação interna dos criminosos.
Objetivo da Operação Coroa Quebrada
A ofensiva policial tem como foco:
- identificar e atingir lideranças que mantêm o grupo ativo na região;
- interromper atividades ligadas ao tráfico de drogas;
- desarticular mecanismos de comunicação usados para comandar crimes de dentro dos presídios;
- cumprir mandados de busca, prisão e apreensão de documentos e aparelhos utilizados pela facção.
A operação também busca ampliar a coleta de provas para reforçar investigações em andamento e rastrear a circulação de recursos ilícitos.
Facções e impacto na região de Cáceres
Cáceres, por estar em área estratégica próxima à fronteira, tornou-se ponto disputado por organizações criminosas interessadas em rotas de tráfico. A Polícia Civil reforça que ações como a Coroa Quebrada são essenciais para dificultar a expansão dessas redes e para proteger a população local de práticas que alimentam violência e instabilidade.