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Nova Ameaça a Teerã: Trump Declara que “Uma Civilização Inteira Morrerá Esta Noite”

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O tabuleiro geopolítico ferveu nesta terça feira com novas e contundentes declarações de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, que não hesitou em elevar o tom de suas ameaças contra o Irã. Em uma publicação carregada de tensão em sua rede social Truth Social, Trump insinuou que, muito provavelmente, “uma civilização inteira morrerá esta noite”, um vaticínio sombrio que ecoou pelos corredores do poder mundial. Contudo, em uma reviravolta retórica, o líder americano também abriu uma fresta de esperança, afirmando que, com a ascensão de “novas pessoas no regime”, “algo revolucionário e maravilhoso pode acontecer”.

 

A mensagem de Trump foi direta e sem rodeios: “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”. Como resposta imediata a essa escalada verbal, o Irã, através de sua TV estatal, anunciou a interrupção das negociações com os Estados Unidos, que vinham acontecendo de forma indireta e, até então, consideradas favoráveis.

Essa nova onda de ameaças culminou em um ultimato já proferido por Trump, adiado por quatro vezes desde 21 de março, para que o Estreito de Ormuz fosse reaberto até as 21h, horário de Brasília, desta terça feira. Essa rota marítima é vital, sendo responsável pelo escoamento de cerca de 20% das exportações globais de petróleo. Em meio à recusa de um plano de cessar fogo proposto pelo Paquistão na segunda feira, Trump havia declarado que, na ausência de um acordo aceitável, pontes e usinas de energia iranianas seriam dizimadas em questão de horas. O presidente americano demonstrou despreocupação com possíveis acusações de crimes de guerra por atacar alvos civis, argumentando que o verdadeiro crime seria permitir que um país liderado por “dementes” possuísse armas nucleares. Embora tenha expressado o desejo de se apropriar do petróleo iraniano, Trump reconheceu que o povo americano almeja o fim do conflito. Em contraste, o Exército iraniano qualificou as ameaças de “delirantes”, afirmando que não apagariam a “vergonha e humilhação” dos EUA na região.

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A poucas horas do prazo estabelecido, o conflito se intensificou com novos ataques. Um bombardeio na província de Alborz, nas proximidades de Teerã, resultou na morte de pelo menos 18 pessoas e deixou 24 feridos. A capital iraniana também foi alvo de ataques intensos, atingindo áreas residenciais e o Aeroporto Internacional de Khorramabad. Diante da tensão, o ministro iraniano do Patrimônio Cultural encaminhou uma carta à Unesco, pedindo a condenação de uma suposta ameaça de ataque israelense ao sistema ferroviário do país. A ferrovia trans iraniana, que conecta o Mar Cáspio ao Golfo Pérsico, é considerada patrimônio mundial, e um ataque a ela seria visto como uma agressão ao patrimônio da humanidade. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reforçou o discurso de mobilização total, declarando que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar e morrer na guerra, e ele próprio se disse pronto a sacrificar a vida.

A ilha de Kharg, um estratégico centro petrolífero fundamental para o Estreito de Ormuz, foi bombardeada, conforme noticiou a agência Mehr News. Veículos de comunicação americanos, citando oficiais, confirmaram que os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra alvos militares na ilha, incluindo bunkers, estações de radar e um depósito de munições, mas poupando as infraestruturas petrolíferas. Trump, que já havia considerado atacar o local, havia garantido em bombardeios anteriores que as instalações de petróleo do Irã permaneceriam intactas. Adicionalmente, um ataque conjunto de EUA e Israel resultou na morte de duas pessoas em uma ponte ferroviária na cidade de Kashan, no centro do Irã. Informações anteriores do Axios já apontavam que Trump cogitava ocupar ou bloquear a ilha de Kharg para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz.

A ilha, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto iraniano e crucial como ponto de observação no estreito, foi alvo de intensos ataques aéreos dos EUA no último fim de semana. Especialistas, como Farzin Nadimi do Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo, ponderam que a tomada de Kharg por tropas terrestres seria uma operação arriscada, podendo gerar um alto número de baixas americanas, uma vez que a ilha é quase inteiramente composta por instalações petrolíferas.

Relatórios de inteligência americana, citados pela CNN, indicam que o Irã tem preparado armadilhas e reforçado suas defesas aéreas e contingente militar na ilha, antecipando uma possível operação dos EUA para assumir seu controle, sublinhando os riscos significativos para qualquer intervenção terrestre.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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