O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste no prazo de até 15 dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) optar por não prestar depoimento à Polícia Federal em uma investigação sobre suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio Bolsonaro havia sido intimado para comparecer à sede da Polícia Federal, mas, pouco antes do horário previsto para a oitiva, apresentou manifestação por escrito por meio de sua defesa, deixando de comparecer ao depoimento.
Na decisão, Alexandre de Moraes registrou que o senador não compareceu à audiência marcada e determinou o encaminhamento dos autos à Procuradoria-Geral da República para que o órgão analise o caso e apresente nova manifestação dentro do prazo estabelecido.
A investigação apura uma suposta prática do crime de calúnia relacionada a uma publicação envolvendo o presidente Lula. Após a manifestação da PGR, o processo poderá ter novos desdobramentos conforme a análise do Ministério Público Federal.