A dívida pública federal (DPF) alcançou R$ 9,2 trilhões em junho, um aumento de 2,61% em relação ao mês anterior, segundo o Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado pelo Tesouro Nacional. O crescimento foi impulsionado pela emissão líquida de R$ 142,25 bilhões em títulos públicos e pela incorporação de R$ 93,48 bilhões em juros.
Apesar da alta, o prazo médio para refinanciamento da dívida passou de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho, permanecendo dentro da meta estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, que prevê um intervalo entre 3,8 e 4,2 anos.
Quase metade da dívida pública continua atrelada à taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano. Entre os detentores dos títulos públicos, as instituições financeiras seguem na liderança, aumentando sua participação de 31,54% para 31,76%, enquanto a participação da Previdência Social recuou de 23,92% para 22,52%.
O Tesouro Nacional também informou que a reserva de liquidez, conhecida como “colchão da dívida”, aumentou 11,71% em junho, passando de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,3 trilhão. O montante disponível é suficiente para cobrir cerca de 8,33 meses de vencimentos de títulos da dívida pública.