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Médicos dão alerta sobre o uso de canetas emagrecedoras após cirurgia bariátrica

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CentroesteNews
22/01/2026

A crescente popularização de medicamentos como semaglutida e tirzepatida tem gerado debates importantes sobre a segurança de seu uso, especialmente entre pacientes que passaram por cirurgia bariátrica. Médicos alertam que, apesar dos benefícios em determinados casos, o uso dessas canetas injetáveis exige cautela, uma avaliação clínica precisa e acompanhamento rigoroso, sobretudo em situações como a de uma mulher recentemente internada em estado grave após utilizar uma caneta emagrecedora comprada ilegalmente no Paraguai.

Esse caso trouxe à tona mais uma vez os riscos de medicamentos de origem desconhecida, sem registro da Anvisa e fabricados sem qualquer controle sanitário. Produtos como esses, além de não terem eficácia comprovada, podem causar reações severas e agravar condições de saúde. Entre pacientes bariátricos, os perigos são ainda maiores devido à já existente necessidade de suplementação nutricional e monitoramento metabólico, indispensáveis após procedimentos como o bypass gástrico.

Especialistas explicam que medicamentos para perda de peso geralmente são indicados antes da cirurgia, para reduzir riscos em obesidade severa, ou após períodos mais longos, como a partir do segundo ano da bariátrica, caso o paciente apresente reganho de peso importante. Começar o uso precocemente após o procedimento não apenas carece de embasamento científico sólido, como também pode aumentar os riscos à saúde, sem demonstrar benefícios claros.

Além da falta de evidências sobre a eficácia em estágios iniciais, os médicos destacam os perigos de deficiências nutricionais inerentes à combinação entre a cirurgia e os efeitos colaterais desses medicamentos, como náuseas e inapetência. A falta de nutrientes como ferro, vitamina B12 e ácido fólico pode ser agravada, além de consequências como desidratação, perda de massa muscular e alterações metabólicas que colocam a saúde dos pacientes bariátricos em risco.
O caso da mulher que usou uma caneta comprada no mercado ilegal reforça a gravidade de produtos sem registro sanitário. Medicamentos como esses podem conter doses erradas ou substâncias adulteradas e não devem, em hipótese alguma, ser adquiridos sem orientação médica confiável. O uso responsável, quando indicado, precisa estar inserido em um contexto de acompanhamento multidisciplinar, incluindo exames laboratoriais contínuos e suporte clínico, nutricional e psicológico.

Para os especialistas, o tratamento da obesidade é um processo complexo e contínuo, que não depende apenas de uma medicação isolada, mas de um cuidado global e individualizado. Em pacientes que passaram pela bariátrica, as intervenções médicas devem ser feitas com extremo cuidado, responsabilidade e embasamento científico, sempre respeitando as especificidades de cada caso.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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