Centroeste News
14/07/2025
O estado de Mato Grosso recebeu neste mês de julho o reforço de 89 profissionais do Programa Mais Médicos, iniciativa do governo federal voltada à ampliação da atenção primária à saúde em regiões de maior vulnerabilidade social. Do total de médicos, nove foram direcionados para atuar em comunidades indígenas, nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) de Araguaia (seis profissionais) e Cuiabá (três profissionais), ambos localizados em áreas de difícil acesso.
Os demais médicos irão integrar as equipes de Saúde da Família em diferentes municípios mato-grossenses, fortalecendo o atendimento básico e a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa ação integra a mais recente etapa do programa, que selecionou 3.173 médicos para atuar em 1.618 municípios e 26 DSEIs em todo o país. O edital contou com um número recorde de inscritos: mais de 45 mil candidatos.
Desde o dia 2 de julho, os médicos brasileiros formados no país e com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) já estão sendo encaminhados aos locais de trabalho. A partir de 4 de agosto, será a vez dos médicos brasileiros formados no exterior participarem do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), treinamento que prepara os profissionais para atuar em situações de urgência, emergência e no enfrentamento das principais doenças das regiões atendidas.
De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, a atuação dos profissionais do Mais Médicos está diretamente ligada ao fortalecimento da Atenção Primária e à redução do tempo de espera para consultas especializadas. “São mais de 3 mil profissionais que iniciam suas atividades dentro do Mais Médicos, qualificando o atendimento na atenção primária. O programa também investe na formação e qualificação desses profissionais, com oportunidades de especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional em Saúde da Família”, afirmou.
Distribuição estratégica
A alocação dos médicos levou em consideração o cenário atual da distribuição de profissionais no Brasil, segundo dados do estudo Demografia Médica 2025, elaborado pelo Ministério da Saúde, Universidade de São Paulo (USP) e Associação Médica Brasileira (AMB). O levantamento revela desigualdades na proporção de médicos por habitante entre as regiões brasileiras, o que orientou a prioridade de vagas para localidades com maior carência de atendimento.
Segundo o edital, a maioria das vagas contemplou regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).
Atualmente, o Programa Mais Médicos conta com cerca de 24,7 mil médicos em atividade em mais de 4,2 mil municípios, o que representa cobertura em 94% do território nacional. A meta do governo federal é atingir o número de 28 mil profissionais em atuação, garantindo assistência a mais de 63 milhões de brasileiros.