Uma descoberta científica reacendeu a preocupação sobre resíduos radioativos descartados no fundo do Oceano Atlântico durante o século passado.
Mais de 200 mil barris depositados no mar entre as décadas de 1950 e 1990 estão em diferentes níveis de deterioração.
As estruturas foram encontradas em regiões extremamente profundas, algumas a aproximadamente 4.700 metros abaixo da superfície.
Pesquisadores que mapearam parte da área identificaram sinais de degradação importante dos recipientes.
📲 Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)!
Em alguns pontos, resíduos já teriam escapado dos barris e entrado em contato com o ambiente marinho.
A presença desse material levanta perguntas sobre possíveis efeitos de longo prazo sobre sedimentos, organismos e cadeias alimentares.
O desafio para os pesquisadores é enorme porque a profundidade torna difícil realizar inspeções frequentes e operações de retirada.
A descoberta também relembra práticas de décadas passadas, quando o descarte de resíduos no oceano era realizado com regras ambientais muito diferentes das existentes atualmente.
Agora, cientistas pretendem acompanhar a evolução da deterioração para determinar o tamanho real do risco.