CentroesteNews
12/12/2025
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, nesta sexta-feira (12), que plataformas digitais sejam responsabilizadas por publicações que disseminem violência, discurso de ódio e incentivos a crimes contra mulheres. Para ele, é “inaceitável” que empresas de tecnologia continuem isentas diante da circulação de conteúdos que estimulam agressões e até estupros.
Durante o encerramento da 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (ConDH), Lula afirmou que liberdade de expressão não pode servir de escudo para crimes. Ele apontou que as redes sociais permitem, com frequência, a propagação de materiais que violam direitos fundamentais e colocam mulheres em risco.
Segundo o presidente, é necessária uma grande mobilização social (especialmente entre os homens) para enfrentar a crescente onda de violência. Ele citou como exemplo recente o caso de grande repercussão nacional envolvendo uma jovem atropelada, arrastada por mais de um quilômetro e que teve as pernas amputadas, episódio que reacendeu o debate sobre brutalidade e impunidade.
Lula também anunciou que, na próxima semana, realizará uma reunião com os presidentes dos demais Poderes, além de chefes de órgãos públicos, para discutir ações coordenadas de combate à violência contra a mulher. A iniciativa busca unir estratégias de prevenção, fortalecimento de políticas públicas e responsabilização efetiva dos agressores.
O presidente citou ainda dados do Ministério da Justiça: entre janeiro e outubro deste ano, 1.177 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil. Para ele, esse cenário é resultado direto de uma cultura que naturaliza agressões e que precisa ser enfrentada duramente.
“Mulheres são agredidas, estupradas e assassinadas por homens que se acham donos do mundo, que se julgam proprietários de suas companheiras. Mas são apenas o pior que a humanidade já produziu e precisam ser punidos com todo o rigor da lei”, declarou Lula.