O governo do Irã afirmou ter conseguido romper o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos no estratégico Estreito de Ormuz, intensificando ainda mais a crise geopolítica na região.
Segundo a agência estatal iraniana Tasnim, dois navios — um petroleiro de grande porte e um cargueiro — teriam atravessado a passagem entre terça-feira (14) e quarta-feira (15), mesmo sob restrições impostas pelos norte-americanos.
De acordo com as informações divulgadas, o cargueiro estaria transportando suprimentos e já teria ingressado no Golfo Pérsico com destino ao Porto Imam Khomeini, no sul do país. Já o petroleiro, classificado como VLCC (Very Large Crude Carrier), estaria incluído em listas de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão ligado ao governo dos EUA.
A travessia teria ocorrido sem tentativa de ocultação, com os sistemas de rastreamento ativos, o que foi interpretado pela mídia iraniana como uma demonstração de desafio direto às restrições internacionais.
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O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global, já que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pela região. Qualquer instabilidade no local tem impacto imediato nos preços internacionais de combustíveis e na economia global.
O aumento da tensão ocorre após ações militares envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que levou Teerã a reforçar sua presença e controle na região como forma de retaliação.
Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou recentemente que implementou um bloqueio completo aos portos iranianos, com o objetivo de interromper fluxos comerciais marítimos do país.
O episódio marca uma nova escalada no conflito no Oriente Médio e acende alertas no mercado internacional, especialmente no setor energético, diante do risco de interrupções no fornecimento de petróleo.