O ambicioso programa de residência acelerada nos Estados Unidos, conhecido como “gold card”, lançado pelo governo do ex-presidente Donald Trump, não alcançou o impacto esperado e registra uma adesão muito abaixo das projeções iniciais. Dados recentes mostram que apenas 338 pessoas solicitaram o visto especial, cujo custo pode chegar a US$ 1 milhão, evidenciando a dificuldade da proposta em atrair investidores estrangeiros.
Anunciado com grande alarde como uma alternativa para impulsionar a economia norte-americana por meio da entrada de capital estrangeiro, o programa prometia facilitar a obtenção de residência permanente para indivíduos de alta renda. No entanto, os números revelam um cenário distante do entusiasmo inicial.
Segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas, das 338 solicitações registradas, apenas uma parcela avançou nas etapas seguintes do processo. Um grupo ainda menor chegou a efetuar o pagamento da taxa inicial exigida, enquanto somente um candidato foi efetivamente aprovado até o momento, um dado que reforça a baixa efetividade do projeto.
Alto custo e desconfiança afastam interessados
Especialistas apontam que o principal entrave do “gold card” é o seu custo elevado, considerado muito acima de programas similares existentes em outros países. Na Europa e até mesmo em outras regiões das Américas, iniciativas de “vistos dourados” oferecem condições mais acessíveis e processos mais consolidados, o que reduz a competitividade da proposta norte-americana.
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Além disso, o programa enfrenta críticas relacionadas à falta de clareza nos critérios, à burocracia envolvida e à ausência de garantias concretas de aprovação, mesmo após investimentos significativos. Esse conjunto de fatores tem gerado insegurança entre potenciais candidatos.
Promessa bilionária não se concretiza
Durante o lançamento, o governo chegou a sugerir que o programa poderia movimentar bilhões de dólares e atrair um grande número de investidores internacionais. Contudo, o baixo volume de solicitações indica que a iniciativa está longe de cumprir esse objetivo.
Analistas avaliam que, sem ajustes estruturais (como redução de custos, simplificação do processo e maior transparência), o “gold card” dificilmente ganhará tração no cenário global de migração por investimento.
Competição internacional pesa contra os EUA
Países como Portugal, Espanha e Canadá já operam programas semelhantes há anos, com regras mais claras e valores significativamente menores. Isso coloca os Estados Unidos em desvantagem na disputa por investidores estrangeiros interessados em obter residência ou cidadania fora de seus países de origem.
Enquanto isso, o “gold card” segue como uma proposta promissora no papel, mas com resultados práticos ainda limitados.