A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro da Ozivy, primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil à base de semaglutida, substância utilizada no famoso medicamento Ozempic. O novo produto será fabricado pela EMS e surge após o fim da patente da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk no país, ocorrido em março deste ano.
A chegada da Ozivy representa um marco para o mercado farmacêutico brasileiro e pode provocar uma redução significativa nos preços dos medicamentos voltados ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Segundo estudo do Itaú BBA citado pela BBC Brasil, a expectativa é de que as versões nacionais tenham preços até 30% menores em comparação às canetas importadas.
Atualmente, o valor do Ozempic no Brasil varia conforme a dosagem e a região, podendo ultrapassar R$ 1.400 em algumas farmácias. Com a redução estimada, a Ozivy poderá chegar ao consumidor por aproximadamente R$ 1.039, ampliando o acesso ao tratamento para milhares de brasileiros.
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Além disso, o levantamento aponta que a concorrência entre fabricantes nacionais e internacionais pode intensificar ainda mais a queda de preços nos próximos anos. A projeção é de uma redução de até 50% em um período de cinco anos, cenário que pode transformar completamente o mercado de medicamentos à base de semaglutida.
A semaglutida ganhou enorme popularidade nos últimos anos devido aos efeitos no controle da glicemia e principalmente na perda de peso. O medicamento atua aumentando a sensação de saciedade, retardando o esvaziamento do estômago e auxiliando no controle do apetite. Apesar disso, especialistas alertam que o uso deve ocorrer apenas com acompanhamento médico, já que o tratamento pode provocar efeitos colaterais e exige avaliação individualizada.
Com o vencimento da patente, outras farmacêuticas brasileiras também devem entrar na disputa pelo mercado de medicamentos análogos ao Ozempic. A expectativa do setor é de maior democratização do acesso aos tratamentos contra obesidade, condição que cresce rapidamente no Brasil e já é considerada um dos principais desafios de saúde pública do país.