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Dois militares americanos morreram e um está desaparecido após um ataque iraniano a uma base dos EUA na Jordânia na última sexta-feira (17), segundo o Comando Central das Forças Armadas americanas. O bombardeio com mísseis balísticos e drones atingiu a base de Al Azraq, onde a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves. Desde o início do conflito, 16 militares dos EUA já foram mortos e mais de 430 ficaram feridos — números que revelam o custo humano de uma guerra que parece não ter fim à vista.

O ataque ocorre em meio a uma escalada militar que se acentuou depois do naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre Washington e Teerã em junho deste ano. Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter alvejado a base jordaniana com mísseis e drones, danificando vários helicópteros americanos, incluindo modelos de combate como os Black Hawks. Quatro militares feridos foram levados a hospitais jordanianos e já receberam alta, enquanto outros com ferimentos leves retornaram ao serviço.

No campo político, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, usou as redes sociais para fazer um apelo à unidade nacional e disparou contra os Estados Unidos. Ele afirmou que a assinatura do presidente americano “não tem valor nem credibilidade” e classificou Washington como “Grande Satã”, acusando os americanos de violarem repetidamente os compromissos assumidos no acordo de paz. Como resposta, Teerã anunciou a suspensão dos termos do cessar-fogo de junho.

Os bombardeios não param de um lado nem de outro. O Comando Central dos EUA informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações iranianas de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas.

 

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Do lado iraniano, a mídia estatal denuncia que os bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país. Uma usina foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.

A retaliação iraniana também se estendeu a aliados de Washington no Golfo. O Kuwait foi alvo de ataques contínuos: uma usina de dessalinização foi atingida e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a ameaças sucessivas de mísseis e drones.

 

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ainda ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas em território kuwaitiano. O cenário é de escalada sem trégua, com o Oriente Médio mergulhado em mais um capítulo de uma crise que já deixou dezenas de mortos e milhares de desabrigados.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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