O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, declarou-se suspeito nesta quarta-feira (22) para participar do julgamento que analisa a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
O caso também envolve a manutenção da prisão do advogado Daniel Monteiro. Com a manifestação de Toffoli, ele deixa de atuar no processo específico, conforme previsto nas regras judiciais quando há impedimento ou motivo de foro íntimo.
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Como está a votação
Até o momento, os ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram pela manutenção das prisões. Já os ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes ainda não apresentaram seus votos no julgamento.
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A decisão final dependerá da conclusão da análise colegiada e da formação de maioria entre os magistrados aptos a votar.
Histórico de suspeição
Não é a primeira vez que Toffoli se afasta de processos relacionados ao caso. Em março, o ministro já havia se declarado suspeito para analisar a decisão que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, além de outro pedido que cobrava a instalação da CPI do Master na Câmara dos Deputados.
A declaração de suspeição não implica juízo de mérito sobre o processo, sendo um instrumento legal utilizado para preservar imparcialidade e transparência do julgamento.
Repercussão institucional
O caso envolvendo o Banco Master e personagens ligados ao sistema financeiro ganhou ampla repercussão política e jurídica nos últimos meses, envolvendo investigações, pedidos parlamentares e decisões judiciais em diferentes instâncias.
A prisão de executivos e operadores ligados ao setor financeiro costuma gerar impacto no mercado e ampliar a pressão por esclarecimentos regulatórios.
O julgamento segue no STF até que todos os ministros aptos votem ou o prazo processual seja encerrado. A Corte decidirá se mantém ou revoga as prisões preventivas analisadas.