O consumo nos lares brasileiros registrou crescimento de 3,17% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Na comparação com março, o avanço foi de 1,48%. Já no acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o indicador apresenta alta de 2,18%.
Todos os dados do levantamento foram corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do aumento no consumo, os preços dos alimentos continuam pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Segundo a Abras, a chamada Cesta Abrasmercado — composta por 35 produtos de largo consumo, incluindo alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, higiene e beleza — subiu 1,98% em abril, alcançando média nacional de R$ 836,80.
No acumulado entre janeiro e abril de 2026, a cesta registra alta de 4,55%.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
Entre os itens que mais pesaram no bolso do consumidor está o leite longa vida, que teve forte alta de 13,66% apenas em abril. Também registraram aumento significativo o feijão (+3,47%), o arroz (+2,53%) e o óleo de soja (+0,73%).
O feijão aparece como um dos principais vilões da inflação alimentar em 2026, acumulando alta expressiva de 32,56% nos quatro primeiros meses do ano.
No grupo das proteínas, a carne bovina segue pressionando os preços. O corte dianteiro subiu 2,62% em abril, enquanto o traseiro teve aumento de 1,53%. No acumulado do quadrimestre, as altas chegam a 4,06% e 7,92%, respectivamente.
Já alguns produtos apresentaram comportamento mais moderado ou queda nos preços. O frango congelado subiu apenas 0,56% no mês e acumula queda de 1,43% no ano. O pernil teve retração de 1,93% em abril, acumulando baixa de 3,89% em 2026.
Os ovos também continuam em trajetória de alta, com avanço de 1,73% no mês e aumento acumulado de 8,35% nos primeiros quatro meses do ano.
Especialistas avaliam que, mesmo com melhora no consumo das famílias, a inflação dos alimentos ainda representa um desafio importante para o poder de compra da população, especialmente entre famílias de renda mais baixa.