CentroesteNews
15/12/2025
Carlos Bolsonaro (PL) renunciou ao mandato de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para se dedicar integralmente à construção de sua pré-campanha ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. A decisão encerra um ciclo político iniciado muito cedo: eleito aos 17 anos, em 2000, Carlos estava em seu sétimo mandato consecutivo como vereador carioca, tornando-se uma das figuras mais longevas da política municipal do país.
A saída do parlamento ocorre em um momento estratégico para a família Bolsonaro, que busca reorganizar forças e reposicionar seus principais nomes no tabuleiro eleitoral nacional. Ao optar por disputar uma vaga fora do Rio de Janeiro, Carlos aposta em Santa Catarina, estado onde o bolsonarismo mantém forte base eleitoral e altos índices de aprovação, especialmente entre eleitores conservadores.
Nos bastidores, aliados avaliam que a mudança de domicílio eleitoral faz parte de um plano mais amplo para ampliar a presença do grupo no Senado a partir de 2026. A dedicação exclusiva à pré-campanha permitiria a Carlos intensificar viagens, articulações políticas e a construção de alianças locais, além de fortalecer sua presença nas redes sociais, principal ferramenta de mobilização de sua trajetória política.
Com a renúncia, quem assume a vaga na Câmara do Rio é o suplente Alan Passos (PTB), que obteve 11.046 votos nas eleições municipais de 2024. A troca marca também uma mudança de perfil na Casa, já que Carlos era conhecido por atuação combativa, forte alinhamento ao pai, Jair Bolsonaro, e protagonismo em debates ideológicos.
A decisão de Carlos Bolsonaro tende a provocar repercussões tanto no cenário político fluminense quanto no catarinense. Enquanto no Rio sua saída abre espaço para novos arranjos na Câmara, em Santa Catarina o movimento antecipa uma disputa que promete ser intensa, com forte polarização e atenção nacional. A corrida ao Senado, ainda distante no calendário, começa a ganhar contornos claros desde já.