A qualificação técnica dos profissionais que atuam diretamente no melhoramento genético dos rebanhos ovinos foi o foco de uma importante iniciativa promovida nesta semana pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos. O encontro, realizado na cidade de Bagé, reuniu 25 inspetores técnicos para uma jornada de atualização voltada ao aperfeiçoamento dos processos de registro genealógico e avaliação dos animais.
A atividade teve como objetivo alinhar procedimentos e revisar normas que orientam o trabalho realizado junto aos criadores de ovinos. Os participantes discutiram critérios para admissão de animais nos registros oficiais, atualização de regulamentos e aspectos relacionados à qualidade dos serviços prestados pelos inspetores em diferentes regiões do estado.
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O registro genealógico é considerado uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento da ovinocultura brasileira. Por meio dele, é possível garantir a rastreabilidade das linhagens, preservar características raciais e fornecer informações que auxiliam os produtores na seleção de animais com maior potencial produtivo e reprodutivo.
Durante a programação, os profissionais também avaliaram desafios enfrentados no campo e debateram formas de tornar os processos mais eficientes e padronizados. A iniciativa busca fortalecer a credibilidade dos registros e ampliar a confiança dos criadores nos sistemas de certificação genética.
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Bagé, tradicional polo da pecuária gaúcha, foi escolhida para sediar o encontro devido à sua relevância histórica na criação de ovinos e na difusão de tecnologias voltadas ao melhoramento animal. O município concentra importantes eventos e instituições ligadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da lã e da carne ovina.
Segundo a entidade organizadora, a jornada teve caráter predominantemente teórico, mas existe a possibilidade de realização de uma etapa prática ainda este ano. A nova fase permitiria aos inspetores aplicar em campo os conhecimentos debatidos durante o treinamento, reforçando a padronização dos procedimentos técnicos.
O setor ovino brasileiro busca ampliar sua competitividade por meio de investimentos em genética, sanidade e manejo. Nesse contexto, a atualização constante dos profissionais responsáveis pela certificação e avaliação dos rebanhos é vista como estratégica para garantir avanços na produtividade e na qualidade dos animais.