A cadeia produtiva da soja e do biodiesel encerrou 2025 com crescimento de 11,72% no Produto Interno Bruto (PIB) em comparação ao ano anterior, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais.
O resultado foi impulsionado principalmente pela recuperação da safra de soja após períodos de perdas climáticas e pelo avanço do processamento industrial ligado ao setor de biocombustíveis e derivados.
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De acordo com o estudo, o PIB da agroindústria da cadeia cresceu 5,21%, enquanto o segmento de biodiesel apresentou expansão ainda mais forte, avançando 8,51% ao longo do ano.
A recuperação da produção agrícola e o aumento da demanda industrial fortaleceram a atividade econômica ligada à soja, consolidando o grão como um dos principais motores do agronegócio brasileiro e das exportações nacionais.
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O Mato Grosso, maior produtor de soja do país, segue como protagonista nesse crescimento, acompanhado por estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
Apesar do avanço no PIB da cadeia, o levantamento aponta que o chamado PIB-renda recuou 0,55% em 2025. Esse indicador mede o ganho efetivo de renda no setor e foi impactado pela deterioração dos preços relativos ao longo do ano.
Especialistas explicam que, embora o volume produzido tenha aumentado, a queda nos preços internacionais da soja e mudanças nos custos de produção reduziram parte da rentabilidade dos produtores e agentes da cadeia.
Ainda assim, o setor continua estratégico para a economia brasileira, especialmente devido ao peso das exportações, geração de empregos, produção de energia renovável e arrecadação em estados agrícolas.
O crescimento do biodiesel também reforça a importância da transição energética e da busca por combustíveis menos poluentes, ampliando investimentos em biocombustíveis e sustentabilidade no agronegócio.
Analistas avaliam que o desempenho da cadeia da soja continuará influenciando diretamente o crescimento econômico brasileiro, o câmbio e a balança comercial nos próximos anos.