O Banco de Brasília (BRB) encerra nesta sexta-feira (6) o prazo estabelecido pelo Banco Central (BC) para apresentar um plano de capitalização capaz de recompor sua estrutura financeira. A exigência ocorre após a identificação de supostas irregularidades em carteiras de crédito adquiridas do Banco Master, investigadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
No início de janeiro, o BC determinou que o BRB realizasse o provisionamento de R$ 2,6 bilhões em seu caixa, medida que impacta diretamente os indicadores de capital da instituição e pressiona a administração a apresentar soluções rápidas ao mercado e aos órgãos reguladores.
Mais Lidas
-
Lula anuncia novo programa para reduzir filas do SUS e ampliar atendimento médico especializado no Brasil
-
Polícia Federal realiza operação contra aliados de Cláudio Castro e investigação aumenta pressão política no Rio de Janeiro
-
STF autoriza novas investigações sobre suposto uso irregular de emendas parlamentares e caso amplia tensão política em Brasília
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
Estratégias de capitalização
O plano a ser entregue ao Banco Central deve incluir alternativas como:
-
Criação de Fundo Imobiliário;
-
Empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
-
Aporte do acionista controlador, o Governo do Distrito Federal (GDF).
Paralelamente, o banco já iniciou um processo de venda de ativos para reforçar o caixa. Como possui ações negociadas na bolsa de valores, o BRB precisa recompor seu balanço até o fim de março, quando divulgará os resultados ao mercado.
Venda de ativos e carteira do Master
Em nota, o BRB informou que já realizou a liquidação ou substituição de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões pagos por carteiras consideradas suspeitas de inexistência.
Segundo o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, a instituição decidiu vender integralmente a carteira adquirida do Banco Master. O pacote inclui operações de atacado, crédito para pessoas físicas e fundos, com avaliação estimada em R$ 21,9 bilhões.
Entre os ativos que serão colocados à venda está um terreno localizado na Marginal Pinheiros, em São Paulo, nas proximidades da Casa Fasano e do complexo Cidade Jardim. A negociação está sendo conduzida pela BRB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A (BRB DTVM).
Possível dispensa de aporte público
De acordo com o presidente da instituição, caso a venda dos ativos seja concluída com êxito, o banco poderá evitar a necessidade de aporte financeiro por parte do Governo do Distrito Federal.
O desfecho do plano de capitalização será determinante para a estabilidade do BRB no curto prazo e para a confiança de investidores e correntistas diante das investigações em andamento.