O Brasil registrou déficit de US$ 1,765 bilhão nas transações correntes em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Banco Central do Brasil.
O resultado representa aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo havia sido de US$ 1,636 bilhão. As transações correntes medem a diferença entre tudo o que o país recebe e paga ao exterior em áreas como comércio internacional, serviços, rendas e transferências financeiras.
No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o déficit chegou a US$ 21,965 bilhões, demonstrando maior saída de recursos em comparação às entradas registradas no período.
Já no acumulado de 12 meses, o rombo nas contas externas brasileiras alcançou US$ 64,333 bilhões, valor equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo Banco Central.
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Especialistas explicam que o déficit em transações correntes ocorre quando o país gasta mais com importações, pagamentos de juros, lucros enviados ao exterior e serviços internacionais do que consegue arrecadar com exportações e receitas externas.
Apesar do resultado negativo, economistas avaliam que o nível atual ainda permanece dentro de uma faixa considerada administrável para a economia brasileira, principalmente devido ao fluxo de investimentos estrangeiros diretos no país.
O Banco Central acompanha de perto a evolução das contas externas porque o comportamento desses indicadores influencia diretamente o câmbio, a inflação, os juros e a percepção de investidores internacionais sobre a economia brasileira.
Analistas também destacam que oscilações nos preços das commodities, no dólar e no cenário econômico global têm impacto importante sobre o desempenho das contas externas do Brasil.
Nos últimos meses, a economia mundial vem enfrentando incertezas relacionadas à desaceleração do crescimento internacional, tensões geopolíticas e volatilidade financeira, fatores que podem afetar o comércio exterior brasileiro e o fluxo de capitais.