O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que as investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam fortes indícios de possíveis fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Rioprevidência.
A declaração consta na decisão que autorizou a oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (26). Segundo o magistrado, os elementos reunidos pela Polícia Federal apresentam “grau de probabilidade” suficiente para justificar o avanço das investigações.
Na operação, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e também de ex-dirigentes do Rioprevidência.
As investigações apuram investimentos considerados suspeitos realizados pelo fundo previdenciário em operações ligadas ao Banco Master, que somariam cerca de R$ 3,6 bilhões.
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Segundo André Mendonça, a Polícia Federal identificou indícios de “aproximação política” e “encontros pessoais” entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro para viabilizar os aportes financeiros.
De acordo com a PF, entre outubro de 2023 e outubro de 2025 — período em que o banco enfrentaria uma suposta crise de liquidez — o Rioprevidência realizou mais de R$ 2,9 bilhões em aportes no Banco Master.
Na decisão, Mendonça destacou que os investigadores conseguiram reconstruir cronologicamente as operações financeiras realizadas pelo fundo estadual. Inicialmente, os investimentos ocorreram por meio de Letras Financeiras e, posteriormente, por fundos estruturados que, segundo a investigação, teriam sido criados para contornar restrições regulatórias.
A Polícia Federal sustenta que as aplicações financeiras não teriam sido motivadas exclusivamente por critérios técnicos, mas também por alinhamento político e pela relação pessoal entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro.
A operação segue investigando possíveis crimes financeiros, favorecimento político, irregularidades administrativas e movimentações suspeitas envolvendo recursos públicos do sistema previdenciário estadual.
Até o momento, os investigados negam irregularidades. O Banco Master afirma que suas operações seguem a legislação vigente e que colabora com as autoridades.