O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a condução das eleições de 2026 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques. Em manifestação publicada na rede social X, o magistrado apontou falhas na atuação da presidência da Corte Eleitoral e cobrou maior firmeza diante de episódios considerados sensíveis durante a disputa presidencial.
Embora não tenha citado diretamente Nunes Marques, Gilmar direcionou suas críticas à condução institucional do tribunal, questionando a ausência de decisões da presidência em determinadas situações que marcaram o processo eleitoral.
O ministro também ressaltou a importância da atuação colegiada do TSE para garantir a regularidade da votação. Na avaliação apresentada por ele, o trabalho conjunto dos integrantes da Corte foi fundamental para assegurar o funcionamento da Justiça Eleitoral e a legitimidade do processo democrático.
As críticas de Gilmar Mendes foram direcionadas à atuação da presidência do TSE em episódios específicos da disputa eleitoral. A manifestação ocorre em meio a divergências entre integrantes do Judiciário sobre a condução do segundo turno e a resposta da Justiça Eleitoral a situações que geraram questionamentos políticos.
Um dos principais episódios mencionados envolve a prorrogação do horário de votação no segundo turno. Após pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão da votação por duas horas, diante de relatos de dificuldades de transporte para eleitores. A decisão foi tomada depois que a presidência do TSE não havia se manifestado sobre os pedidos em tempo hábil.
A situação ampliou as críticas à condução do tribunal e passou a ser explorada no debate político após a divulgação do resultado eleitoral. Gilmar, no entanto, não questionou a validade da votação. Sua manifestação concentrou-se na necessidade de uma atuação mais firme e imparcial da presidência da Justiça Eleitoral.
O ministro também alertou que a ausência de posicionamentos em momentos delicados pode abrir espaço para decisões conflitantes e alimentar ataques à credibilidade do sistema eleitoral. Ao mesmo tempo, reconheceu que a atuação coletiva dos integrantes do TSE foi fundamental para garantir que a disputa ocorresse dentro das regras democráticas.
A manifestação de Gilmar Mendes evidencia as divergências institucionais sobre a condução das eleições de 2026 e reforça o debate sobre a responsabilidade da presidência do TSE na preservação da confiança pública no processo eleitoral.