O governo russo rejeitou nesta segunda-feira a proposta da Ucrânia de estabelecer um cessar-fogo de 60 dias para viabilizar a realização de eleições presidenciais no país. Segundo Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, o presidente Vladimir Putin aceitaria interromper os ataques apenas no dia da votação.
A posição de Moscou mantém o impasse sobre as condições necessárias para a realização do pleito ucraniano em meio à guerra. Ao mesmo tempo, o governo russo não confirmou se está em vigor o chamado “cessar-fogo energético”, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o fim de semana.
Trump não apresentou detalhes sobre os termos do suposto entendimento, que teria surpreendido as autoridades de Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que não foi informado previamente sobre o acordo.
Zelensky também acusou as forças russas de atacarem uma instalação de gás e um posto de gasolina durante a madrugada desta segunda-feira. As declarações ampliam as dúvidas sobre a existência e o alcance de uma possível trégua entre os dois países.
Com posições divergentes sobre a suspensão dos ataques e sem esclarecimentos sobre o entendimento anunciado por Washington, as negociações seguem cercadas de incertezas.