Mesmo antes do auge da estiagem, Mato Grosso iniciou uma grande mobilização para enfrentar um dos maiores desafios ambientais do estado: os incêndios florestais. A preparação reúne Governo do Estado, Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Ibama, ICMBio e diversas instituições parceiras.
O objetivo é antecipar ações que reduzam o número de queimadas durante os meses de julho, agosto e setembro, período historicamente marcado por baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas e aumento significativo dos focos de calor.
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Embora os primeiros levantamentos indiquem uma redução nos registros em comparação ao mesmo período do ano passado, especialistas alertam que o cenário climático exige atenção. A influência do fenômeno El Niño pode favorecer temperaturas acima da média e prolongar o período de seca em diversas regiões.
O plano estadual prevê reforço das brigadas de combate ao fogo, aquisição de novos equipamentos, monitoramento por satélite, utilização de aeronaves para combate aéreo e campanhas educativas voltadas aos produtores rurais e à população.
O Pantanal segue como uma das maiores preocupações das autoridades. O bioma abriga uma das maiores biodiversidades do planeta e sofre impactos severos quando grandes incêndios atingem sua vegetação.
Além dos prejuízos ambientais, as queimadas comprometem a qualidade do ar, afetam a saúde da população, prejudicam atividades econômicas e colocam em risco comunidades rurais.
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios de grandes proporções. A recomendação é evitar qualquer tipo de queima durante o período proibitivo e comunicar imediatamente qualquer foco às autoridades.
Com planejamento antecipado e integração entre diferentes órgãos, Mato Grosso espera reduzir significativamente os impactos da temporada de incêndios de 2026.