O mercado paulista do açúcar cristal registrou movimentação mais lenta na última semana, refletindo a cautela dos compradores diante da expectativa de novas quedas nos preços do produto. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Segundo pesquisadores do Cepea, o comportamento mais retraído dos compradores ocorre porque parte do mercado acredita que a oferta seguirá elevada ao longo da atual safra, o que pode pressionar ainda mais os valores do açúcar nos próximos meses.
Apesar desse cenário de abundância, especialistas alertam que algumas usinas podem direcionar maior parte da produção para o etanol, reduzindo a disponibilidade de açúcar no curto prazo. Essa estratégia depende principalmente das condições do mercado de combustíveis e da rentabilidade do biocombustível em comparação ao açúcar.
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O estado de São Paulo é o maior produtor de cana-de-açúcar do país e exerce forte influência sobre os preços nacionais do setor sucroenergético. Alterações na destinação da matéria-prima entre açúcar e etanol impactam diretamente o abastecimento e as cotações no mercado interno.
Analistas do setor avaliam que o comportamento dos preços também está ligado às oscilações do mercado internacional, ao câmbio e às condições climáticas durante o desenvolvimento da safra.
Além disso, a demanda mais moderada por parte das indústrias e distribuidoras contribui para o ritmo reduzido das negociações. Muitos compradores optam por adquirir menores volumes enquanto acompanham os movimentos do mercado.
Mesmo com a lentidão nas vendas, o setor segue atento às perspectivas para o restante do ciclo agrícola, especialmente diante das incertezas relacionadas à produção, exportações e consumo de combustíveis renováveis.