O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (26) que as forças israelenses estão operando com “grandes forças em solo” no sul do Líbano e assumindo o controle de áreas consideradas estratégicas na região.
A declaração foi feita durante a abertura de uma reunião do gabinete de segurança israelense, em meio à ampliação das operações militares terrestres contra o Hezbollah.
Segundo Netanyahu, Israel decidiu intensificar a ofensiva após novos ataques atribuídos ao Hezbollah. O governo israelense afirma que o grupo armado continua promovendo ações militares contra tropas e cidades israelenses mesmo após o cessar-fogo firmado em 16 de abril.
O Hezbollah informou que respondeu ao avanço das tropas israelenses na região da cidade de Zawtar al-Sharqiya, no sul do Líbano, utilizando drones explosivos, foguetes e artilharia contra posições militares israelenses.
Apesar do acordo de trégua, os confrontos entre os dois lados continuam provocando mortes e destruição na região. Dados divulgados pela Organização das Nações Unidas apontam que pelo menos 608 pessoas morreram no Líbano desde o início do cessar-fogo.
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Autoridades libanesas afirmam que o total de mortos desde 2 de março já chega a 3.213 pessoas, enquanto outras 9.737 ficaram feridas durante os confrontos.
Do lado israelense, as Forças Armadas informaram que ataques do Hezbollah com drones explosivos atingiram tropas e cidades do norte de Israel, causando a morte de pelo menos 11 soldados desde o início da trégua.
A escalada da tensão preocupa líderes internacionais e organismos humanitários, que alertam para o risco de ampliação do conflito em toda a região do Oriente Médio. Analistas avaliam que o agravamento dos confrontos entre Israel e Hezbollah pode gerar novos impactos humanitários e aumentar a instabilidade política regional.
O Hezbollah é apoiado pelo Irã e afirmou que os ataques intensificados ocorreram em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei, mencionada pelas autoridades libanesas durante os recentes confrontos.