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Cáceres completa um ano sem registrar casos de feminicídio e alcança marco histórico

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O município de Cáceres alcançou um marco histórico nas políticas de segurança pública e proteção às mulheres ao completar um ano sem registrar casos de feminicídio. Segundo dados das forças de segurança, a última ocorrência de assassinato motivado por violência doméstica na cidade foi contabilizada em 21 de maio de 2025.

O resultado é considerado expressivo pelas autoridades locais e vem sendo atribuído ao trabalho integrado da rede de proteção à mulher, especialmente à atuação da Patrulha Maria da Penha, vinculada ao 6º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso.

A principal estratégia apontada pelas autoridades para manter o índice zerado é o acompanhamento rigoroso das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) determinadas pela Justiça. As equipes especializadas realizam visitas periódicas e também fiscalizações surpresa nas residências das vítimas para verificar o cumprimento das decisões judiciais e evitar a aproximação dos agressores.

De acordo com a Polícia Militar, o monitoramento constante ajuda a interromper ciclos de violência antes que as agressões evoluam para crimes mais graves.

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Além das ações ostensivas, a estrutura de atendimento às vítimas foi ampliada recentemente com a inauguração da nova Sala da Patrulha Maria da Penha em Cáceres. O espaço foi desenvolvido para oferecer acolhimento humanizado, atendimento reservado, privacidade e escuta ativa às mulheres que buscam apoio ou desejam denunciar agressões.

A corporação reforça que o combate à violência doméstica depende também do envolvimento da sociedade. Vizinhos, familiares e amigos são incentivados a denunciar situações de agressão física, psicológica, ameaças ou descumprimento de medidas protetivas.

As denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais:

  • 190 — Polícia Militar, em casos de emergência;
  • 180 — Central de Atendimento à Mulher, serviço nacional gratuito e anônimo.

Especialistas em segurança pública avaliam que a integração entre policiamento preventivo, apoio psicológico, acolhimento institucional e fiscalização das medidas judiciais é fundamental para reduzir índices de feminicídio e fortalecer a proteção às vítimas.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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