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Taxa das blusinhas teria preservado 135 mil empregos e reforçado indústria nacional, aponta CNI

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A cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, voltou ao centro das discussões econômicas após levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicar impactos positivos para o mercado interno. Segundo a entidade, a medida ajudou a preservar 135,8 mil empregos no país, além de estimular a circulação de recursos dentro da economia brasileira.

Implementada em agosto de 2024 por meio do programa Remessa Conforme, a regra passou a exigir 20% de Imposto de Importação sobre encomendas de pequeno valor realizadas em plataformas estrangeiras. O objetivo oficial foi ampliar a fiscalização, reduzir fraudes e equilibrar a concorrência entre produtos importados e mercadorias fabricadas no Brasil.

De acordo com os dados apresentados pela CNI, cerca de R$ 4,5 bilhões em importações deixaram de entrar no mercado nacional após a mudança. Para a indústria, esse volume representou mais espaço para empresas brasileiras venderem, produzirem e manterem postos de trabalho. A entidade também calcula que R$ 19,7 bilhões circularam internamente em razão da substituição de compras externas por consumo nacional.

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Outro efeito observado foi a redução no número de remessas internacionais. Em 2024, o Brasil recebeu 179,1 milhões de encomendas vindas do exterior. Já em 2025, esse total caiu para 159,6 milhões. O recuo reforça a mudança de comportamento do consumidor diante do aumento no custo das compras online em sites estrangeiros.

Além do impacto comercial, a arrecadação federal também avançou. O imposto sobre remessas internacionais gerou R$ 1,4 bilhão em 2024 e alcançou R$ 3,5 bilhões em 2025, segundo o levantamento. Os recursos ampliam receitas públicas em um momento de busca por equilíbrio fiscal e aumento da capacidade de investimento do governo.

Representantes do setor produtivo defendem que a taxação corrige uma distorção histórica. Antes da nova regra, muitos produtos chegavam ao Brasil com tributação reduzida ou até sem recolhimento adequado, enquanto empresas nacionais enfrentavam custos elevados para produzir, contratar e vender. Para a indústria, isso criava competição desigual.

Por outro lado, consumidores seguem criticando a medida. Para quem utilizava plataformas internacionais em busca de preços mais baixos, a cobrança encareceu itens como roupas, acessórios, eletrônicos e utensílios domésticos. O debate entre proteção da produção nacional e acesso a produtos baratos continua dividindo opiniões.

Com previsão de novas discussões no Congresso, a “taxa das blusinhas” se tornou símbolo de um impasse maior: como proteger empregos e arrecadar mais sem pesar no bolso da população.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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