CentroesteNews
06/12/2025
O fim de ano no Paraguai ganhou um novo significado com a decisão do presidente Santiago Peña de transformar o dia 26 de dezembro em feriado nacional. A medida, formalizada por meio de decreto, surgiu em meio a um cenário em que o país possui uma das jornadas de trabalho mais intensas da região e um calendário reduzido de feriados, o que tradicionalmente limita o tempo dedicado à vida familiar.
Ao anunciar a decisão, o governo destacou o caráter humano da medida. A proposta vai além de uma simples pausa no expediente. A ideia é permitir que mais paraguaios consigam viajar, rever familiares e aproveitar o período natalino com menos pressa e mais presença. Em um país onde muitos trabalhadores enfrentam longas distâncias para reencontrar parentes, o dia adicional representa um alívio concreto e simbólico.
A expectativa é de que o feriado impulsione o comércio local e o turismo interno, especialmente nas cidades do interior, que costumam receber um grande fluxo de visitantes nessa época. Restaurantes, hotéis e pequenos comércios tendem a ser diretamente beneficiados pela maior circulação de pessoas, o que também ajuda a movimentar a economia em um período estratégico do ano.
Em declarações públicas, o presidente Santiago Peña afirmou que seu desejo é que esse tempo extra sirva para fortalecer laços e renovar esperanças. Para ele, as datas de fim de ano deveriam ser marcadas por encontros, abraços e reencontros, e não apenas por compromissos e obrigações. A frase de que “ninguém fique sem abraço” ganhou força como símbolo dessa decisão.
Nos bastidores do governo, a medida já abriu novas discussões. Há a expectativa de que o modelo de recesso ampliado possa ser estendido também para o início de janeiro, criando um intervalo ainda maior entre o Natal, o Ano-Novo e o retorno às atividades. A proposta ainda não foi oficializada, mas indica que o debate sobre qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal passou a ocupar um novo espaço na agenda do país.