A crise interna no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira com a discussão sobre o possível encerramento do chamado inquérito das fake news.
A proposta é defendida por parte dos ministros como uma maneira de reduzir as tensões institucionais que se acumularam nas últimas semanas.
O presidente da Corte, Edson Fachin, está entre os integrantes que defendem a necessidade de encontrar uma saída capaz de preservar o funcionamento institucional do Supremo e reduzir os conflitos entre ministros.
A ideia, porém, enfrenta resistência dentro do próprio tribunal.
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Alexandre de Moraes, relator do inquérito, além de Flávio Dino e Gilmar Mendes, aparece entre os ministros que demonstram posição diferente sobre a possibilidade de encerramento da investigação neste momento.
O inquérito foi aberto em 2019 para investigar ameaças, ataques e campanhas de desinformação contra integrantes do Supremo.
Desde então, tornou-se um dos procedimentos mais controversos da Corte e passou a ocupar espaço constante no debate político nacional.
A discussão atual acontece em plena campanha eleitoral e num momento em que decisões do Supremo também passaram a ser utilizadas por candidatos e apoiadores em manifestações públicas.
O desafio agora é encontrar uma solução que reduza o desgaste institucional sem transmitir a ideia de recuo diante de pressões políticas.