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Polilaminina no Einstein: Influenciadora com lesão na coluna surpreende ao recuperar movimento no braço

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Centroeste News
29/01/2026

A luta pela superação das barreiras impostas pela tetraplegia ganhou um novo capítulo de esperança no Brasil. Um vídeo compartilhado nas redes sociais pela família da nutricionista e influenciadora Flávia Bueno, de 35 anos, emocionou o público ao mostrar que ela conseguiu mexer o braço após receber um tratamento experimental com polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A polilaminina é um medicamento ainda em fase experimental que promete impulsionar a regeneração dos axônios, estruturas essenciais para a comunicação entre o cérebro e os músculos, frequentemente danificadas em lesões medulares. Apesar de ainda não ter sua segurança e eficácia comprovadas por estudos clínicos concluídos, o tratamento tem sido aplicado em casos especiais mediante decisões judiciais. Flávia é um desses casos, tendo recebido o medicamento graças a uma liminar que permitiu o uso compassivo, dada a gravidade de sua condição e a ausência de alternativas terapêuticas viáveis.

Embora sua aplicação gere esperança, especialistas e pesquisadores, incluindo a responsável pelo projeto, Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, alertam que os resultados observados até agora não podem ser considerados provas definitivas, pois esses casos ainda não geram os dados rigorosos que compõem os critérios de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os estudos clínicos necessários para confirmar a segurança e a eficácia da polilaminina já tiveram sua primeira fase autorizada recentemente pela Anvisa e irão envolver 5 voluntários com lesões recentes na medula espinhal, tratados em um intervalo de até 72 horas após o trauma. Esses testes são cruciais para que, no futuro, a substância possa ser liberada não apenas de forma extraordinária, mas como um tratamento amplamente disponível a pacientes com lesões medulares.

Desenvolvida por mais de 27 anos, a polilaminina é produzida a partir da proteína laminina, isolada de placentas humanas. Sua função principal é criar um “andaime biológico” para estimular a regeneração neural e possibilitar a reconexão interrompida pelos danos na medula espinhal. Ensaios preliminares com cães e oito voluntários humanos, realizados entre 2018 e 2021, indicaram resultados variados, mas encorajadores, com casos de recuperação parcial e até movimentos restaurados completamente.

Ainda que os desafios no processo de aprovação sejam significativos, o avanço no desenvolvimento da polilaminina reacende o otimismo para milhões de pessoas que convivem com lesões medulares. O caso de Flávia, registrado nos breves segundos de um vídeo, representa mais do que um progresso individual; ele simboliza o impacto enorme que a ciência brasileira pode ter na transformação de vidas e na abertura de novos caminhos terapêuticos para um futuro mais inclusivo.
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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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