Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --

Pagamentos de R$ 80 milhões do Banco Master ao escritório da esposa de Moraes reacendem debate sobre transparência

Compartilhar

Documentos enviados à CPI do Crime Organizado do Congresso Nacional apontam que o Banco Master declarou ao Fisco ter pago mais de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre 2024 e 2025. Os dados constam em registros fornecidos à Receita Federal, referentes a impostos retidos diretamente na fonte após a emissão de notas de prestação de serviços.

Os valores e o que dizem os documentos

A informação tornou-se pública após a CPI notar que a primeira remessa de dados recebidos da Receita não trazia os valores. Em nova solicitação, o Fisco encaminhou registros detalhados confirmando os repasses.

Segundo a documentação:

  • Em 2024, foram contabilizados 11 pagamentos de R$ 3.646.529,72, totalizando R$ 40.111.826,92.
  • A soma geral ultrapassa R$ 80 milhões quando considerados os registros de 2025.

A informação foi inicialmente divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada posteriormente pelo g1.

Os repasses aparecem oficialmente porque, ao efetuar pagamentos a prestadores de serviços, o banco realizou retenção de tributos na fonte, procedimento que exige declaração imediata à Receita.

centro oeste news 3
Reação do escritório de Viviane Moraes

Procurado pela imprensa, o escritório Barci de Moraes Advogados negou as informações, classificando-as como:

“incorretas e vazadas ilicitamente”, afirmando que todos os dados fiscais são sigilosos.

A nota não detalha quais pontos seriam imprecisos, nem especifica se o questionamento se refere aos valores, à natureza dos serviços prestados ou ao período apontado pelos documentos.

Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real 

(CLIQUE AQUI)! 

Repercussões políticas e institucionais

A revelação adiciona um novo capítulo ao momento de tensão institucional envolvendo o caso Master — banco liquidado pelo Banco Central em 2025 após suspeitas de fraudes financeiras bilionárias.

Nos últimos dias, o tema já havia ganhado projeção após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar publicamente que aconselhou Alexandre de Moraes a refletir sobre possível impedimento em ações futuras relacionadas ao caso, para preservar sua trajetória.

A divulgação dos valores pagos pelo banco ao escritório da esposa do ministro fortalece o debate sobre:

  • conflito de interesses,
  • transparência em relações entre agentes privados e autoridades,
  • limites éticos para ministros de tribunais superiores,
  • controle institucional sobre contratos envolvendo bancos investigados.

Especialistas ressaltam que pagamentos a escritórios privados não configuram irregularidade por si só, mas ganham relevância quando envolvem instituições sob investigação e familiares de autoridades com poder decisório sobre possíveis desdobramentos judiciais.

Papel da CPI do Crime Organizado

A CPI, presidida por parlamentares que investigam lavagem de dinheiro, fraudes bancárias e esquemas de blindagem financeira, planeja aprofundar o rastreamento:

  • de contratos jurídicos do Banco Master,
  • da cadeia de serviços terceirizados,
  • e das operações que antecederam a liquidação da instituição.

Membros da comissão afirmam que novos requerimentos de quebra de sigilo fiscal e bancário podem ser apresentados, caso identifiquem indícios de que os pagamentos tenham relação com operações suspeitas.

A expectativa é que os dados recém-recebidos sejam analisados nas próximas semanas. O relatório parcial da CPI deve incluir recomendações sobre:

  • envio de trechos das apurações ao Ministério Público Federal,
  • solicitação de investigações complementares ao Banco Central,
  • e eventual abertura de procedimentos sobre contratos de serviços jurídicos do Master.

Até o momento, Alexandre de Moraes não se manifestou sobre os documentos. Ele já afirmou, em outras ocasiões, que não vê relação entre o contrato e as investigações sobre o banco, que nunca chegaram ao STF.

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.